Natal - 27% dos portugueses pretendem recorrer ao crédito

2017-12-13

Além da concessão de crédito ao consumo tradicional, também o uso de cartões de crédito dispara nesta altura. A seguir Crédito no Natal pode ser presente envenenado. Mais vistas RANKING Saiba quanto ganham por concerto as bandas mais bem pagas YOUTUBER Tem 26 anos e ganha 14 milhões de euros no Youtube. Quem é ele? REUTERS Veja as fotos do ano para a agência Reuters IMPOSTOS Estes são os países da Europa com a carga fiscal mais pesada A febre da quadra natalícia já se apoderou dos portugueses. No ano passado, a concessão de crédito bateu recordes. Segundo o Banco de Portugal, as instituições financeiras concederam 566 milhões de euros aos consumidores em novembro de 2016, um máximo histórico. Este ano, a tendência mantém-se. A instituição liderada por Carlos Costa revelou esta terça-feira que a concessão de crédito ao consumo em outubro chegou aos 390 milhões de euros, o valor mais alto da última década.

Segundo o Observador Cetelem, cerca de 27% dos portugueses pretendem recorrer ao crédito nesta época natalícia. Ou seja, mais 3% face aos valores do ano passado e 9% acima de 2015. “Na época de Natal o consumo aumenta de forma bastante significativa, sobretudo na área do retalho especializado, e o crédito concedido no ponto de venda acompanha naturalmente a dinâmica do mercado”, afirma ao Dinheiro Vivo Pedro Camarinha, do Observador Cetelem. Segundo o responsável, além da concessão de crédito ao consumo tradicional, também o uso de cartões de crédito dispara nesta altura. “O número de consumidores com cartão de crédito subiu 7% no último ano e atinge agora os 44%. No entanto, apenas 3% dos inquiridos pretendem subscrever um cartão de crédito no período que antecede o Natal, o que é também natural: o cartão de crédito já deve estar em posse do cliente para que este possa utilizá-lo para o pagamento das suas compras”, explica o responsável. Já os gastos médios a partir do cartão de crédito deverão rondar os 421 euros, uma subida de dois euros face a 2016. Um valor que ainda não atinge os 444 euros registados em 2015 Em 2011 e 2013, no auge da crise financeira, o gasto médio previsto ficou-se pelos 262 euros, revela o Observador Cetelem. O movimento contrário acontece com o crédito pessoal destinado a projetos de maior dimensão, que segundo Pedro Camarinha “tende a diminuir nesta época. Estes planos tendem a ser adiados para o inicio do ano seguinte, passada a euforia da época Natalícia”.

https://www.dinheirovivo.pt/poupanca/

Natal - 27% dos portugueses pretendem recorrer ao crédito | Pratik Shoes